Registro

Ficha de torra e ficha técnica de café: o que registrar

A ficha de torra é a memória da sua torrefação. Ela responde, meses depois, por que aquele café ficou bom — e permite provar rastreabilidade para clientes e para a fiscalização.

Ficha de torra: campos essenciais

  • Identificação: número da torra, data, hora e responsável
  • Matéria-prima: lote de café verde, origem, produtor, safra e processo
  • Processo: peso de entrada, temperatura de carga, primeiro crack, descarga, tempo total e de desenvolvimento
  • Resultado: peso de saída, perda, cor e observações do dia
  • Sensorial: notas da prova após repouso

Ficha técnica do produto

A ficha técnica é voltada ao cliente e ao rótulo: origem, produtor, altitude, variedade, processo, grau de torra, notas sensoriais, método recomendado, data de torra e validade. Ela nasce da ficha de torra, mas não é a mesma coisa.

Rastreabilidade na prática

O teste é simples: pegue um pacote da prateleira e tente chegar até a saca que o originou. Se você consegue em menos de um minuto, sua rastreabilidade funciona. Se depende de lembrar, não funciona.

Papel, planilha ou sistema

Papel é ótimo para anotar no calor da torra e péssimo para consultar depois. O melhor arranjo costuma ser anotar o essencial durante a torra e consolidar em um sistema que já calcula perda, rendimento e custo sozinho.

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Perguntas frequentes

A ficha de torra é obrigatória?
Boas práticas de fabricação exigem rastreabilidade de lote para alimentos. A ficha de torra é a forma prática de atender a isso na torrefação.
Por quanto tempo guardar as fichas?
Guarde ao menos pelo prazo de validade do produto mais uma margem. Em sistema, o histórico fica disponível indefinidamente.

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